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” UMA NOITE ANGUSTIANTE “

Ana Paula estava em pé no metrô depois de ter passado uma noite angustiante. Dormira poucas horas e não conseguia tirar do pensamento tudo por que havia passado no dia anterior. Parecia um filme de bandido que dava replay em sua mente a todo instante.
Toda a tarde caminhava pela lagoa que ficava em frente ao prédio onde morava. Ontem fazia o percurso de sempre sendo que, desta vez, passou por maus momentos quando foi abordada por dois rapazes. Eles a renderam e fizeram-na refém na tentativa de assalto a um clube de pescadores que ficava logo após uma ponte que dava acesso a sua casa.
Um dos pescadores acionou o alarme e rapidamente chegou à polícia e começou o terrorismo. Depois de muita briga chegaram a uma negociação onde eles pediram um carro para fugirem.
Esse carro não chegava nunca e foram horas de ameaças onde puxavam o cabelo dela apertando o cano do revólver contra a sua nuca. Ana Paula ficou paralisada, em estado de choque sem conseguir reagir virando um brinquedo nas mãos dos assaltantes.
Depois de muita gritaria, conversas com os policiais eles acabaram se entregando e assim que libertou a refém o corpo médico que estava no local deu o devido atendimento para tranqüilizá-la após a tensão que havia passado.
Após os procedimentos exaustivos de interrogatórios e preenchimento de ocorrência finalmente Ana Paula pode ir para casa tentar dormir algumas horas antes de dar à hora de ter que ir trabalhar.
Uma claridade ofuscara os olhos de Ana Paula fazendo com que despertasse daquele transe. O metrô havia parado no meio de um túnel aguardando a liberação da passagem de outro carro. Essa freada e o apagar das luzes foi o suficiente para deixá-la alerta.
Já havia notado a presença de uma garota que estava do outro lado da porta, toda de preto, também em pé. Ficou imaginando porque estaria ali se havia lugar para ela sentar. Será que era alguém suspeito? Começou a fazer vários questionamentos, mas de repente disse para si mesma que tinha que parar de agir desconfiando de todo mundo.
Seguiu a viagem sem sair do lugar, com os braços cruzados e encolhidos em seu casacão que a deixava não só protegida do frio, mas mais confiante e certa de que a vida continua.
Logo estaria chegando ao trabalho com uma história para contar que ia daria o que falar o mês inteiro.

Autoria: Irene Moreira

“Nunca houve uma noite, ou um problema que pudesse derrotar o nascer do sol ou a esperança.”
(Bern Williams)

14ª Edição Visual

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3 comentários em “” UMA NOITE ANGUSTIANTE “

  1. Puxa, que enredo lindo fizeste,Irene…Dramático, nos prende até o final, loucos pra saber mais… Lindo!Adorei!beijos,chica

  2. Querida amiga Irene!

    Um conto e tanto…
    Realmente dará para falar durante muito tempo.
    Sabes que até aqui têm havido assaltos?
    A minha casa esteve há dias na mira de bandidos que não o fizeram porque o vizinho (ex-polícia) apareceu duas vezes.
    Como não conseguiram na minha, assaltaram a casa mais abaixo na mesma rua.
    Até hoje estou com medo.
    Felizmente vivo entre dois policiais, mas nunca se sabe.

    Beijão doce da tua mana.

  3. Querida Irene!

    Não me queria na pele da Ana nem por um instante.
    Acho que ficaria traumatizada para a vida inteira. Infelizmente há cada vez mais casos, até aqui por perto.

    Beijinhos e saudades.

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